Outrora frequente em áreas florestadas da China e de Myanmar (antiga Birmânia), o panda refugiou-se, com a destruição de seu habitat, nas florestas de bambu da província de Sichuan (Szechuan), no centro-oeste do território chinês. Descoberto pelos ocidentais nas primeiras décadas do século XX, é um animal ameaçado de extinção: estima-se que menos de mil exemplares sobrevivem em condiçõs naturais e cerca de cem são preservados em zôos de diferentes países.
Com denso pelo preto e branco, o panda ou panda-gigante (Ailuropoda melanoleuca) é um mamífero em geral classificado na família dos ursídeos, dos quais difere pela conformação da dentição e do crânio. Por isso, alguns especialistas o enquadraram, junto com o panda-menor, entre os procionídeos, ao passo que outros propuseram para ele a criação de uma família especial, a dos ailuropodídeos.
Com 1,50m, o panda-gigante chega a pesar mais de cem quilos. Alimenta-se quase que exclusivamente de bambu, planta da qual tritura raízes, brotos e folhas com os dentes largos e fortes. Devido à corpulência, precisa ingerir de 15 a 30kg de bambu por dia, atividade à qual dedica horas seguidas. Lerdo ao andar, demonstra agilidade bastante para subir em árvores.
O panda tem hábitos solitários, que em geral só altera para procriar. O acasalamento costuma ocorrer entre março e maio, com o nascimento de um ou dois filhotes após um período de gestação de 122 a 163 dias. Os filhotes nascem cegos, com apenas cerca de cem gramas. Com 45 dias, abrem os olhos; a partir dos cinco meses, passam a alimentar-se de bambu; aos 18, adotam o modo solitário de vida e aos seis ou sete anos, atingem a maturidade.
O chamado panda-menor ou urso-gato (Ailurus fulgens), mamífero de hábitos noturnos que vive nas florestas do Himalaia e áreas adjacentes do leste da Ásia, já foi considerado parente do panda-gigante. Depois passou a ser classificado como único membro da subfamília dos ailuríneos, agregada à grande família dos procionídeos, a mesma dos quatis e guaxinins brasileiros. De pelo farto e macio, castanho-avermelhado por cima e preto por baixo, o panda-menor tem cara branca, com listras pardas bem visíveis que se estendem dos olhos até os cantos da boca. Pesa menos de cinco quilos e o comprimento do corpo oscila entre 50 e 65cm. A cauda, anelada e peluda, mas não preênsil, mede de trinta a cinquenta centímetros. A dieta do panda-menor inclui insetos e frutas, além de bambu. O período de gestação é de cerca de 130 dias, com ninhadas de um ou dois filhotes.





















