Usada com abundância na estatuária do período barroco, quando serviu de material às obras-primas do Aleijadinho, a pedra-sabão também firmou tradição no artesanato mineiro, que dela se vale para a produção de objetos utilitários e decorativos. A generalização de seu emprego explica-se pela facilidade com que se deixa talhar, sendo quase tão mole, de fato, quanto um pedaço de sabão.
No Brasil, o nome pedra-sabão aplica-se a dois materiais quimicamente diferentes: um deles, de cor esverdeada clara, textura fina e homogênea, é o agalmatolito ou pirofilita, silicato de alumínio hidratado; o outro, de cores mais escuras em que predominam os tons acinzentados e esverdeados, e granulação relativamente grossa, é uma rocha de composição variável conhecida pelo nome de saponito, silicato de magnésio hidratado, com quantidades apreciáveis de alumina, ferro e cálcio.






















